12 de abr de 2010

Mente vazia


     Não sei se é por conta da idade, ultimamente não tenho tido muito ânimo para ficar ouvindo determinadas conversas, papos sem sentido, mostrando somente o quanto é oca aquela pessoa que fala, fala, e não diz nada. Meu tempo é precioso demais para perdê-lo com esses diálogos ou monólogos entediantes. Quando ouço alguém fazendo críticas infundadas a outrem, fico pensando que quem fala demais dos defeitos dos outros, com certeza é porque não conhece os próprios. Por conta disso tomei uma decisão um tanto radical, porém necessária, fugir desses seres negativos de mente vazia, que não acrescentam absolutamente nada na minha vida e na de ninguém.
     Pensar que a felicidade está associada ao que é prazeroso não é uma máxima verdadeira, somos felizes pelo que alcançamos com esforço e muita luta. Então para que ficar se lamentando das coisas que não deram certo e permanecer eternamente com postura de derrota? Chega! não quero mais deixar que meu horizonte fique escurecido pelas mazelas de quem não sabe o verdadeiro sentido da felicidade. Preciso estar provida de sensibilidade para perceber a bondade de Deus nas coisas mais pequenas, pois ele está nas coisas que falo, que faço, que penso. Por conta disso, acho que todos recebemos inspirações para o bem, o que falta é coragem para colocá-las em prática.
     Dessa forma, não quero por perto aqueles que mais parecem pústulas infeccionadas, que trazem na boca apenas morbidez nas suas palavras e que insistem em permanecer eternamente amarfanhados em suas poltronas. Quero ao meu lado somente os que tem brilho nos olhos e sorriso nos lábios, mesmo nas dificuldades, irradiando assim a verdadeira face de Deus, pois essas são as características inerentes de um cristão ou pelo menos deveriam ser. Ao desejar que algumas pessoas se transformem não exijo perfeição, também tenho milhares de defeitos com os quais vivo numa luta ferrenha. O que eu peço é que melhorem um pouquinho só, para que eu não deixe de amá-las!

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