18 de mai de 2010

Rir, o melhor remédio!

     Apesar da transformação evolutiva da medicina e de novos medicamentos lançados pelos laboratórios ávidos em aumentar seus lucros, acredito que boas gargalhadas ainda é um dos melhores modos de se relaxar, um antidepressivo natural, gratuito e sem contra indicações.
     Quando algumas pessoas estão juntas, mesmo que existam diferenças gritantes de personalidade, o riso oferece a condição de torná-las niveladas por um só sentimento, o de estar de bem com a vida. Ninguém consegue manter uma convivência saudável e duradoura se não tiver algo em comum e a alegria é o item número um para que isso se concretize, pois o mau humor não tem a capacidade de integração.
     Estou dizendo isso me lembrando das quatro noites maravilhosas, por ocasião do natal passado, momentos capazes de renovar o espírito de quem, porventura, estivesse abatido. Numa chácara, a família numerosa reunida – pais, filhos, avós, tios, sobrinhos, primos, amigos e afins - achamos que seria muito cômodo e divertido separarmos os alojamentos, homens num ambiente, mulheres noutro. É claro que a esperteza feminina também colaborou nessa decisão, uma vez que desejávamos dormir, o que não seria possível diante do presumível sono masculino ruidoso - vulgo ronco - daqueles que durante o dia se exauriram nos comes e bebes. Estávamos estrategicamente preparadas, porém nem imaginamos que não os deixaríamos pegar no sono devido às femininas risadas ecoantes.
     Do que são capazes várias mulheres de idades distintas e de humor intempestivo no mesmo recinto? O descanso ficou relegado a segundo plano, histórias hilárias pululavam, todas tinham algo tragicômico para contar e como num teatro improvisado, a noite foi o palco e os homens no recinto ao lado, forçosamente, nosso público. Como não poderia faltar nesses momentos de alegria unânime, alguém com espírito de criança levada, registrava em vídeo as peripécias aprontadas, aliás, esse foi um risco não calculado, porém, posteriormente pago! Eu que o diga!
     Citei esse momento delicioso e inesquecível apenas para exemplificar do que a alegria é capaz. Desintoxica a alma, minimiza os defeitos alheios e também os nossos, tendo ainda o poder de agigantar as qualidades imanentes, fazendo-nos uma unidade. Já a tristeza é depreciativa, opaca, parecendo de certa forma uma tatuagem mal feita, em que é preciso perguntar o seu significado. Os tristes não servem de boa referência, são cerimoniosos ao extremo, só reclamam e ficam de cara feia por qualquer coisa, o objetivo primeiro deles é serem consolados e terem a atenção voltada para si. Podemos ser acometidos pela tristeza sim, quem nunca a teve? Ela chega de mansinho com suas ardilosas artimanhas na tentativa de nos deixar em completo estado de rendição. E a alegria do outro, essa deve ser delicadamente cuidada e respeitada para não ser destruída.
     Sendo assim é tão mais cômodo e agradável evocar a alegria e vivê-la intensamente, pois é de fácil entendimento, transparente, uma força propulsora, a pedra angular que não pode faltar no mosaico da vida.

Um comentário:

Pri disse...

"espírito de criança levada"???como assim?auhauhauhauauh