2 de jun de 2010

A balança, minha amiga!

     Todas as vezes que, ao término de uma refeição, oferecem-me alguma sobremesa, tenho que recorrer sempre ao mesmo discurso: “agora não obrigada, talvez um pouco mais tarde, quem sabe”. Nesses momentos recebo frequentemente um olhar inquisidor, visivelmente contrariado, simplesmente não crendo nas minhas sinceras palavras.
     O fato é que vivo passando por essa situação, pois meu estômago, um tanto quanto minúsculo – original, sem redução – teima em não aceitar absolutamente nada que contenha açúcar logo após ter ingerido outros alimentos. Isso é bom ou ruim? Ainda não busquei uma explicação, sei que chega a ser irritante para quem deseja minha companhia ao comer uns docinhos, isso com certeza! sem contar que há sempre alguém revoltado com seu sobrepeso e acha que estou esnobando meus 55 quilos para 1,63 de altura. Não presto culto à estética, mas fazer o quê se “eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim...” longe de querer magoar minhas amigas mais cheinhas, creiam, vocês ocupam um grande espaço (nenhuma insinuação pejorativa) no meu coração.
     O meu baixo consumo de açúcar não se deve a uma preocupação com o peso e sim por pura ausência de vontade. Para muitos a sacarose se apresenta como um elemento salvífico que os predispõe ao bom humor e se aliado ao chocolate então, é riso certo, um único bombom age como uma injeção de serotonina, trazendo ânimo e bem estar. Como pode um tão pequenino prazer ser capaz de trazer alegria ao semblante, ao mesmo tempo se tornar responsável pelo ar consternado ao subir na balança? Todo pecado tem o seu preço!
     Num momento em que a valorização da estética tem tomado a vez na fila das prioridades da vida, incorrer no erro de dietas mal elaboradas tem sido constante e trazido consequências dolorosas à saúde. Produtos milagrosos invadem as prateleiras, acompanhados por uma campanha publicitária atraente, chegam aos consumidores desatentos e nem sempre bem informados dos seus futuros efeitos colaterais.  O desejo de obter resultados rápidos, sem sacrifícios, faz quórum à ambição dessas inescrupulosas empresas que tornam os clientes cativos e dependentes de seus produtos. Sou muito mais por uma alimentação saudável, balanceada e sem excessos. A atividade física também se apresenta como uma fonte geradora de saúde pondo fim ao sedentarismo modorrento, porém nem todos fazem desse hábito uma disciplina. No meu caso, como o ponteiro da balança – objeto destemido - está sempre a meu favor, ainda não tive que usar de nenhum artifício estratégico ao subir nela. Hum... vejo que hoje, declaradamente, minha modéstia está de folga.
     Acalmem-se todos que estão com seus olhares hostis e cenhos franzidos sobre mim, vou sair já desse raro estado de enaltecimento e voltar logo ao meu normal, assim permaneço leve no peso e na consciência.


6 comentários:

Be Happy disse...

Desculpa aí 55 bem espalhados! Quando eu crescer vou ser assim!
hehehehe
beijos

Cadinho RoCo disse...

Fique tranquila porque também não tenho o hábito da sobremesa e o doce pra mim não é lá a oitava maravilha. Não sou tão magro assim, mas o que de fato penso ser importante é estarmos de bem com nosso próprio ser, independente de peso.
cadinho RoCo

Jana disse...

Hummmmmmmmmmmmmmmm, queria ser assim...
O que acaba comigo e me deixando cheinha são os doces...Pelo amor Deus.... Mil vezes chocolate do que sexo...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
To te seguindo fiote....
Um beijo

Pri disse...

Ah não amiga Jana, tbm não exagere!
hauahuahuahuahau

Fernando Fonseca disse...

Ah fato, que não ligo para balança e um chocolate sempre cai bem.

Cristiane disse...

Também faço parte desta comunidade que não aceita doce após as refeições, como você disse, nasci assim, e lembro de uma bronca que a vó me deu: Menina vc precisa de comer açúcar! Mas, não dá. Cris