24 de ago de 2010

Que tal contribuir?


     Não se ouve outra coisa, ultimamente, que não esteja relacionado às campanhas, são políticos vorazes por nossos votos ou redes de televisão num apelo interminável travando uma corrida em busca de fundos para entidades filantrópicas e projetos sociais. Prefiro não opinar sobre até que ponto há realidade em tudo que é proposto, divulgado e qual o alcance das mesmas. Apenas imaginei, nas minhas ligeiras divagações, como seria interessante aproveitar todo esse layout de publicidade e nos mesmos moldes fazer também uma abrangente e saudável campanha. O objetivo não seria arrecadar fundos, sequer fazer discursos inflamados na tentativa de amealhar votos, eu iria pedir somente SORRISOS! Uma frase - desconheço o autor - chamou minha atenção há um tempo: “O problema é meu, mas minha cara é de todos”, como o mundo seria diferente e bom se, de fato, pensássemos assim. Sinto em toda parte, nos lares, escolas, empresas, até mesmo nas igrejas - onde o espírito deveria estar sempre desarmado - que há muita gente de cara feia, cenho franzido, transmitindo visivelmente o que levam no coração, às vezes acabrunhado, revoltado, endurecido.
     Nessa minha forma imaginária de doar seria tão fácil contribuir, não haveria nenhum custo, já está difícil emitir um sorriso gratuitamente, que diria se fosse preciso colocar a mão no bolso. Vou logo avisando, não adianta tentar fazer uma falsa contribuição, enviando aqueles sorrisinhos desanimados mal movendo os lábios, esses não teriam nenhuma utilidade, melhor que fiquem na clausura das suas insignificâncias. E aqueles forçados, na perversa e infeliz tentativa de serem simpáticos, mas logo reconhecidos em sua falsidade, nem adianta, seriam ostensivamente rechaçados.
     Uma doação verdadeira é aquela em que entregamos algo que nos é importante, do qual gostamos muito ainda e que seja bom para os outros. Ao oferecermos aquilo que desprezamos, estamos apenas nos livrando de entulho, desocupando espaço. Sendo assim, não tente passar adiante um sorriso surrado, desbotado, tenha coragem e doe aquele melhor, que você traz generosamente do fundo da alma e não apenas na superficialidade do semblante.
     Então para que guardar sorrisos? Esta atitude não é nada inteligente muito menos vantajosa, pois quando divididos - invertendo a matemática - multiplicam-se!
     Contribua, sorrir é lucro certo!


3 comentários:

orvalho do ceu disse...

Olá
O sorriso nos lábios é Dom penso eu... aquele bem tranparente e feliz então (como vc nos sugere).. esse mais gratuito é... sem motivo... de estar de bem com a vida mesmo que o mundo esteja desabando ao nosso redor... é pura graça!
Linda mensagem para a tarde ensolarada de hoje por aqui.
Tenha paz e serenidade!
Abrços fratenais

Pituca disse...

Que lindo Neia, seu blog devia ser leitura obigatoria pra todo mundo. Eu sempre saio daqui com a alma mais leve, sempre aprendo alguma coisa que faz o mundo melhor

Meri Pellens disse...

Essa frase “O problema é meu, mas minha cara é de todos”, já li muito nos textos do Pe. Jonas Abib. O sorriso também é uma forma de fazermos o bem. E não é falsidade sorrirmos por vontade de alegrar aos outros, mesmo que no fundo estejamos a chorar. Afinal, ninguém precisa ser atormentado com nossa cara feia, não é mesmo?
Beijos na alma!