8 de set de 2010

É preciso semear flores pelo caminho...

...e não deixar espaço para que as ervas daninhas proliferem, uma vez que estão por toda parte querendo crescer e sufocar os que estiverem por perto. São os hipócritas que, mesmo sem serem convidados, teimam em fazer parte da trilha, com seus olhares curiosos ficam na espreita torcendo para que alguém saia da rota e seja motivo de escárnio.
     Esses jamais aprendem a valorizar o que há de bom nas pessoas, sequer têm a coragem de lançar elogios, principalmente, quando eles próprios jamais os recebem, trazem na expressão apenas zombarias disfarçadas. Vejo-os como marionetes, quando manipulados dão espetáculo, mas ao final do show amontoam-se como objetos inertes, sem vida própria.
     Definiria esse tipo de comportamento ou sentimento como inveja ou um desvio de caráter que chega ao êxtase com a desgraça dos outros, como são feios esses excessos emocionais mal tratados, somente um mergulho nas teorias psicanalíticas de Freud para entender essas mentes febris.
     As boas companhias, as verdadeiras, sinceras, que nos abrem os olhos e dizem o que precisamos ouvir, renovam nossas forças quando estamos prestes a sucumbir, essas são as flores que plantamos ao longo do nosso caminho.
     Como toda ida tem volta, certamente, o retorno será suave quando nossa estrada estiver ladeada pelas plantinhas da paz, do companheirismo, da lealdade, assim não nos sentiremos sem rumo, mas desfrutaremos do conforto, segurança e da alegria desmedida de não estarmos sós.



9 comentários:

Denise Portes disse...

Nós temos que estar atentos aos nossos defeitos para melhorar o ambiente envolta de nós e semearmos paz.E não é tão simples, não é?
Beijo
Denise

orvalho do ceu disse...

Olá, querida Néia
"Mentes febris" estão nos rondando como um leão prestes a nos devorar....
Lindo seu post!
A inveja mata quando não temos a Força que nos vem do Alto.
Abraços fraternos e votos de paz interior pra vc.

Chica disse...

Lindo e verdadeiro...Semear sempre e se nascerem ervas daninhas, saber separá-las...ou conviver com elas de forma a tentar torn-a-las melhores...beijos,chica

Chica disse...

Queria seguir teu blog, mas não vi o lugar dos SEGUIDORES.beijos,chica

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Néia. Esse seu texto é muito bom.
Realmente, porque perder tempo semeando ervas daninhas, queremos colher o que?
é tão mais fácil ter no próximo um amigo do que alguém para atirar uma pedra, não é?

Eu tb queria seguir seu blog, porque de verdade gosto daqui. Se puder, e for sua vontade, coloca o gadget de seguidores. Mas se não for, não se preocupe. Assinei seu blog pelo Reader, para poder acompanhar suas postagens bacanas.
Bom dia!

Andrea disse...

Obrigada pela sua visita e gostei do seu blog serei sua seguidora .

Tati Pastorello disse...

Oi Néia querida, que texto gostoso de ler. Fui no ritmo suave dos passos nesta estrada, semeando coisas boas.
Existem mesmo pessoas assim, como você falou. E como também destacou, muitas vezes tem dificuldade em dar por que simplesmente nunca receberam. O difícil é quebrar seu ciclo de rancor, estendendo-lhes a mão. Eu já vivi isso em minha família... não é fácil dar carinho a quem nunca esteve disponível para oferecê-lo. Agora, quando conseguimos, mesmo que sem estabelecer grandes laços, faz-nos um bem!
Adorei muito seu texto de hoje.
Um beijo e obrigada pelo seu carinho. Sempre me aquece!

Lúcia Soares disse...

Néia, certamente só colhemos o que plantamos. E estamos sempre envolvidos com quem não nos quer bem, mas fingem que sim.
Espero que seja apenas uma constatação óbvia e não que esteja passando por essa situação.
"Para cada dia já bastam suas dores", não é preciso mais.
Beijo!

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Que texto bonito! Parabéns!