25 de jun de 2010

Em cada bolsa, uma história!

     Hoje acordei convicta de que uma tarefa não poderia deixar de ser feita: uma faxina na bolsa, naquela preferida, que combina com quase tudo, minha companheira por todos os lados. Estava complicado procurar algo em seu interior, principalmente nos momentos de pressa, onde nada que eu queria era achado imediatamente devido ao seu conteúdo, digamos, um tanto quanto extra.
     Dizem que se alguém quiser conhecer um pouco de uma mulher, bastar dar uma olhadela no que vai dentro de sua bolsa. Acho que a desarrumação da minha é uma forma de ter o gostinho de ser, pelo menos por alguns momentos, alguém nada disciplinada e meticulosa, um meio de fugir da exaustão da rotina ordeira, pois em casa e na vida, sou bem mais organizada.
     O fato é que outro dia precisei fazer umas comprinhas em uma cidade próxima onde o comércio é variado e atrativo. Após visitar diversas lojas, eis que chegando ao carro me deparei sem as chaves do mesmo. Fui tomada por um pânico que parecia borbulhar no peito e com uma sensação premonitória de estar em maus lençóis. Abri a bolsa e minhas mãos correram loucamente em meio a documentos, batons, extratos de conta corrente, cartões de crédito, fio dental (não vivo sem), protetor solar, absorvente, listinha de compras (a memória exige), lenços de papel, celular (não pode faltar), palavras cruzadas (para os momentos de espera interminável), caneta, mini lanterna (ainda não sei porque carrego isso), documento do carro (depois de multada, nunca mais os deixei em casa), óculos de sol, óculos de grau (que deveriam estar no rosto, mas como envelhecem a gente!), goma de mascar, um cremezinho para as mãos (ásperas jamais), comprimido para renite (vai que o clima muda bruscamente) e claro, como toda mulher bem equipada, um mini espelho (imprescindível). E as chaves? Nada! Decidi então fazer o trajeto contrário pelos lugares onde havia estado na esperança de encontrá-las. Já cansada de fazer a mesma pergunta às balconistas: - Por acaso deixei umas chaves aqui? - decidi-me por fazer uma busca mais cautelosa dentro da bolsa que, conforme descrito, já estava parecendo mais um kit sobrevivência. Naquele momento desejei estar na minha casa e simplesmente vira-la ao avesso, derrubando todo seu conteúdo sobre a mesa. Uma atitude perdoável e nada constrangedora desde que feita entre quatro paredes e com a porta previamente trancada, fazer isso em público seria revelar a própria alma!
     Depois de uma suada busca, eis que as encontro perdidas em meio às páginas de uma pequena agenda, certamente desejosas por terem um local apropriado e reservado unicamente a elas.
     Vejo que junto aos objetos que carrego comigo levo também um pouco da minha história, da minha orgulhosa simplicidade e um pouco de recordação de um tempo de completa felicidade, como a foto do meu filho ainda bebê, que fofo!
     Pensando bem acho que preciso de uma nova bolsa onde possa guardar melhor minhas chaves e caso sobre algum espaço, quem sabe levar mais algumas coisinhas básicas, como uma caixinha de chocolate (para melhorar o humor), um guarda-chuva (a meteorologia nem sempre acerta), um tapa-olhos (para que eu não veja a estultice de alguns políticos), um rolo de macarrão (arma que não precisa de documento de porte), a obra completa de Machado de Assis (amo) e claro, um remedinho para aguçar a memória e me fazer lembrar de tudo que foi colocado lá dentro, somente isso!


23 de jun de 2010

Amigos

     “Deus é nosso refúgio e nossa força; mostrou-se nosso amparo nas tribulações”.
     A leitura do versículo 2 do salmo 45, mostra-nos que somos incapazes de discernimento diante das contrariedades, sem a fé que alavanca, dá força para seguir adiante e nos escora quando estamos por arriar. Lanço um olhar embevecido sobre essas santas palavras, quisera ter o propósito de vivê-las mais intensamente e tê-las sempre na mente e não precisar de consolo humano que é agradável, porém nem sempre verdadeiro e confiável. Estou falando sobre isso pensando no quanto esperamos e procuramos sentido na palavra amizade e como ela pode se tornar um sentimento inexplicavelmente terno ou não. É muito bom ter alguém para nos ouvir, aconselhar e também ser cúmplice da nossa alegria, porém amizades prolíficas estão cada vez mais raras. Queremos que todos falem apenas a nossa linguagem e desejamos ouvir somente o que nos soa bem, acariciando nosso ego.
     É preciso uma sutileza psicológica primorosa para conviver com as diferenças que não prejudicam uma relação entre amigos, mas ensinam que não somos feitos em série e sim criaturas únicas, cada qual com sua intrépida história. Imagine se gostássemos todos das mesmas cores, dos mesmos sabores, das mesmas fragrâncias, seria tedioso demais se não houvesse nada que nos distinguisse.
     Vivemos em busca de boas amizades que dão sempre um sentido especial a nossa existência e quando encontramos algumas almas ímpares, ficamos com o coração inchado em arrebatamento, felizes por não estarmos sós. Amigo real é aquele que não age com compaixão enjoativa diante de nossas mazelas, ao contrário, mostra-nos, sem nenhuma reticência, que somos capazes de superar qualquer temerária tarefa que a vida nos impõe.
     Ser amigo é falar o que realmente é importante para o outro, ser capaz de suscitar emoções ou se calar, num saber sólido e profundo, sem ferir a sua privacidade.
     Deus é, de fato, o nosso refúgio e os amigos - os verdadeiros - uma dádiva, como as águas de um riacho cascateante, correndo mansamente, fartando e abençoando nossa vida.



19 de jun de 2010

Voz

     Tenho um verdadeiro fascínio por tons de voz, certamente, isso se deve pela dificuldade com a minha e ao conhecer uma nova pessoa, é a característica que primeiro me chama a atenção.
     Os tipos mais comuns de voz são: Feminina, infantil, viril, rouca, monótona, soprosa, tensa, trêmula, grave, aguda, comprimida. Confesso que não consegui enquadrar a minha em nenhuma dessas, pois ela é um caso atípico, fraca e sem timbre reboante acaba limitando minha comunicação, principalmente, em ambientes com alguma poluição sonora, nesses momentos ninguém me ouve! Preciso então gesticular para me fazer entender, uma quase linguagem de libras e quando necessito chamar alguém ao longe, peço sempre uma ajudinha de quem está por perto.
      Uma coisa é certa, a simpatia está nitidamente atrelada à voz, é impossível conviver e manter uma conversa agradável e duradoura com quem a usa com autoritarismo e desdém ou então com tons enfadonhos, enjoativos, lânguidos, é preferível as vibrações firmes, mas com suavidade e fluidez. Algumas mulheres teimam em incorrer no erro de esganiçar forçosamente a voz, achando que isso reforça sua feminilidade, muito mais apropriado é a elegância suave de uma voz levemente rouca, mais valorizada se acompanhada por uma firme personalidade.
     Um timbre vibrante denota convicção e liderança, já a voz trêmula expressa desassossego e insegurança. É fácil perscrutar o espírito e as condições de equilíbrio interno por meio do som das palavras e se alguém desejar manter em sigilo seu estado emocional, que se mantenha calado.
     E o que dizer do fenomenal som emitido pelas pregas vocais dos barítonos e tenores? É de calar a voz! (sem trocadilho). Não almejo toda essa potência vocal, tão somente algo comparável à sutileza e a destreza da garganta do rouxinol.
     Hum...não estou querendo nada!


16 de jun de 2010

Serenidade e Polidez

     Alguém sabe por onde andam essas duas virtudes? Tão raras e esquecidas, porém essenciais para que o processo de convivência humana seja inteiro, sólido e harmonioso.
     Num surto de êxtase, movidos por emoções perturbadoras, muitos encontram dificuldade em acalmar suas incontinências verbais, exaltando-se e lançando toda sorte de provocações, essa é uma semente ancestral da ignorância e que denota claramente a ausência de uma mente ponderada. É certo que algumas vezes, movidos pelo nervosismo e por força de uma necessidade premente de desabafar, palavras são despejadas a esmo agindo como um bando de barulhentos pássaros, perturbando e deixando uma sujeira pútrida por onde passam.
     Deus concedeu ao ser humano, indistintamente, um intelecto prodigioso que nem sempre sabe ser polido e sábio quando lhe convém. Movido por uma ânsia avassaladora em querer tudo do seu jeito, mete os pés pelas mãos valendo-se de oportunismos cínicos, passando por cima do que for preciso. É preciso cuidar para não colocar em risco os que estão mais próximos e que acabam pagando, injustamente, por um amontoado de angústias contidas e decepções alheias.
     O processo de feitura de uma relação de cortesia e respeito não exige uma disciplina excruciante, basta colocar em prática algumas ações rotineiras, como jogar, todos os dias, uma pedra de serenidade no lago da vida, ao cair forma pequenos círculos quebra a frieza e sujidade deixando, dessa forma, a água límpida e transparente, mesmo que seja por alguns momentos.
     Eu já lancei minha pedrinha hoje e você?

12 de jun de 2010

Paciente impaciente

      Alguém já conseguiu sair da sala de espera de um consultório médico sem uma história para contar? Não sei se isso só acontece comigo, pois tenho a mania de ver em meros detalhes e fatos corriqueiros um material generoso que pode ser útil, por exemplo, na criação de uma crônica. Assim sendo, não posso deixar de narrar uma situação, no mínimo curiosa.
     Três horas da tarde, quarenta minutos de atraso do médico ginecologista que resolveu, simplesmente, ampliar seu período de almoço sem nenhuma preocupação com os compromissos das quatro pacientes que o aguardavam. Uma delas - eu - demonstrando calma; duas visivelmente entediadas folheando revistas velhas e outra, notadamente perturbada, num vai e vem que já estava me deixando tonta, parecendo mais uma tenista jogando consigo mesma. Apiedada pela agonia daquela mulher e notando o suor que empapava a gola de sua blusa – em pleno inverno - perguntei-lhe se estava tudo bem. Com a voz embargada e sem conseguir tirar as unhas dos dentes, disse que sempre ficava assim ao realizar exames preventivos do colo do útero. Pensei que talvez precisasse naquele instante era mesmo de um cardiologista, pela respiração ofegante e batimentos cardíacos audíveis, sua pressão arterial, certamente, deveria estar roçando o pico do Everest.
     Ofereci-lhe um copo de água que prontamente fora aceito e vendo em mim alguém com quem poderia dividir seu pavor, foi logo mostrando uma vermelhidão no pescoço, que segundo ela, era um sintoma que sempre a acometia nos momentos de nervosismo, pânico e ansiedade. Por um instante achei que ela estava no consultório errado, um psiquiatra seria uma boa indicação naquele momento. Alguns minutos mais tarde, os braços avermelhados e empipocados por uma alergia súbita a deixou em estado apavorante. “Por favor, alguém conhece um dermatologista?” Vendo todo aquele desconforto e sem saber o que fazer por aquela agonizante criatura, sugeri que ocupasse a minha vez na fila de espera, assim poderia ficar livre mais rapidamente daquela angústia opressiva. No que ela recusou, peremptoriamente, “não, não, não, quero ser a última, quanto mais demorar, melhor”.
     Isso é gostar, definitivamente, do calvário! Sou mais por resolver os imbróglios rapidamente, já que tenho que passar por uma situação não muito agradável, porém necessária, então que seja sem maiores delongas!
     Fui atendida e ao sair, mais uma cena para fechar o episódio novelesco, a paciente multissintomática, corria desesperadamente em direção ao banheiro, mais um mal lhe acometera, um descontrolado desarranjo intestinal. Achei então que para resolver aquela sua apoquentação, necessário seria os serviços de uma completa junta médica que pudesse diagnosticar e remediar toda aquela incômoda aflição, literalmente, intrauterina.


9 de jun de 2010

"Dias melhores pra sempre..."



     Quando estou fora de casa me vejo em dificuldade de concentração para escrever, acostumada com o silêncio inebriante e quase nunca rompido na minha diminuta cidade. Neste instante então, minha atenção é abalada pelo som de um salto de sapato, vindo do andar de cima, teimando em martelar minha cabeça num toc toc sem fim. Adoro estar por aqui com meu filho, mas as limitações de liberdade e privacidade oferecida por um apartamento, sinceramente, incomodam-me! Poder abrir a porta e dar de cara com meu jardim, sem preocupação com os sons dos meus passos e das minhas palavras, são as vantagens incontestáveis de se morar numa casa.
     Esse mero detalhe não diminui minha alegria em estar curtindo meu filhote e de poder colocar em dia alguns prazeres indispensáveis: ir ao cinema, sair para comer e estar em boa companhia, num papo agradável e edificante. Coisas simples como essas fazem de uns dias fora um intenso deleite, repõe o ânimo, reforça e impulsiona a vida.
     Estando nessa cidade linda e permeada de um verde estonteante, logo pela manhã, fui cumprir minha obrigação diária, caminhando ao redor de um maravilhoso parque ecológico com seu trajeto serpenteante. Imediatamente viajei no túnel do tempo e me vi naquele mesmo lugar, trinta anos atrás, com um grupo de jovens num animado pic nic. Naquela época era um dos passeios favoritos daqueles adolescentes dinâmicos, de tão puros, não tinham medo de se olharem nos olhos mesmo que lhes fossem revelado a alma, na sua maioria, ilimitada e sem amarras.
     Esse despertar de lembranças e emoções me deixou com a garganta apertada só aliviada com o exalar do ar impregnado de um perfume intenso de flores e folhas úmidas, levemente molhadas pelo orvalho. Minha visão, no entanto, foi obliterada por uma lágrima de saudade desse tempo bom. Voltar à realidade é preciso, mesmo sem a suavidade e ternura de décadas passadas, mas ainda com uma visão esperançosa de ver dias melhores, onde as pessoas se respeitem e aprendam a depurar hábitos, prestando atenção e valorizando os que estão ao seu lado. Oxalá não fosse preciso engolir e sepultar na indiferença algumas atitudes individualistas que levam em consideração apenas os interesses próprios, como se a felicidade fosse algo que se pudesse alcançar solitariamente.
     Na escola a matéria de matemática sempre me foi odiável, mas aprendi com o tempo que ela é indispensável, pois em muitas situações tive que lançar mão de suas operações, tendo que somar, dividir e algumas vezes subtrair para conseguir manter, sem prejuízos, o ritmo melodioso da vida.


5 de jun de 2010

Sol que aquece o telhado

Já acordada bem cedinho nessa manhã fria de sábado, mas tomada por uma preguiça marrenta de levantar, fiquei por algum tempo pensando nos textos e composições que andei lendo ontem, na tentativa de preencher o tempo da sexta-feira chuvosa e cinzenta. Entre outras coisas achei essa linda e inesquecível canção:


Este teu olhar (Tom Jobim)

"Esse teu olhar
Quando encontra o meu
Fala de umas coisas que eu não posso acreditar...
Doce é sonhar, é pensar que você,
Gosta de mim, como eu de você...
Mas a ilusão,
Quando se desfaz,
Dói no coração de quem sonhou,
Sonhou demais...
Ah, se eu pudesse entender,
O que dizem os seus olhos."

     Tão bom se embrenhar nas composições de Tom Jobim. Com sua linguagem poética, sem deixar sinais de superficialidade ou formalidades inúteis, inegavelmente, mostra seu apego corriqueiro às palavras. Fazendo alusão a elementos eternos como o amor, saudade, alegria, tristeza, decepção, fala-nos das emoções incertas, da irremediável insanidade dos apaixonados, demonstrando nos seus versos suculentos, a plenitude de sua vocação.
     Ele soube, como ninguém, argumentar com boa propriedade os sentimentos mais afoitos que invadem os aposentos silenciosos da mesmice, agindo como um sol que, subitamente, surge detrás das nuvens afagando calorosamente o telhado.
     São essas emoções transitórias, esses prazeres secretos a fonte de inspiração para os poetas que assim como Tom, fazem deles lindas e imortais canções.




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2 de jun de 2010

A balança, minha amiga!

     Todas as vezes que, ao término de uma refeição, oferecem-me alguma sobremesa, tenho que recorrer sempre ao mesmo discurso: “agora não obrigada, talvez um pouco mais tarde, quem sabe”. Nesses momentos recebo frequentemente um olhar inquisidor, visivelmente contrariado, simplesmente não crendo nas minhas sinceras palavras.
     O fato é que vivo passando por essa situação, pois meu estômago, um tanto quanto minúsculo – original, sem redução – teima em não aceitar absolutamente nada que contenha açúcar logo após ter ingerido outros alimentos. Isso é bom ou ruim? Ainda não busquei uma explicação, sei que chega a ser irritante para quem deseja minha companhia ao comer uns docinhos, isso com certeza! sem contar que há sempre alguém revoltado com seu sobrepeso e acha que estou esnobando meus 55 quilos para 1,63 de altura. Não presto culto à estética, mas fazer o quê se “eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim...” longe de querer magoar minhas amigas mais cheinhas, creiam, vocês ocupam um grande espaço (nenhuma insinuação pejorativa) no meu coração.
     O meu baixo consumo de açúcar não se deve a uma preocupação com o peso e sim por pura ausência de vontade. Para muitos a sacarose se apresenta como um elemento salvífico que os predispõe ao bom humor e se aliado ao chocolate então, é riso certo, um único bombom age como uma injeção de serotonina, trazendo ânimo e bem estar. Como pode um tão pequenino prazer ser capaz de trazer alegria ao semblante, ao mesmo tempo se tornar responsável pelo ar consternado ao subir na balança? Todo pecado tem o seu preço!
     Num momento em que a valorização da estética tem tomado a vez na fila das prioridades da vida, incorrer no erro de dietas mal elaboradas tem sido constante e trazido consequências dolorosas à saúde. Produtos milagrosos invadem as prateleiras, acompanhados por uma campanha publicitária atraente, chegam aos consumidores desatentos e nem sempre bem informados dos seus futuros efeitos colaterais.  O desejo de obter resultados rápidos, sem sacrifícios, faz quórum à ambição dessas inescrupulosas empresas que tornam os clientes cativos e dependentes de seus produtos. Sou muito mais por uma alimentação saudável, balanceada e sem excessos. A atividade física também se apresenta como uma fonte geradora de saúde pondo fim ao sedentarismo modorrento, porém nem todos fazem desse hábito uma disciplina. No meu caso, como o ponteiro da balança – objeto destemido - está sempre a meu favor, ainda não tive que usar de nenhum artifício estratégico ao subir nela. Hum... vejo que hoje, declaradamente, minha modéstia está de folga.
     Acalmem-se todos que estão com seus olhares hostis e cenhos franzidos sobre mim, vou sair já desse raro estado de enaltecimento e voltar logo ao meu normal, assim permaneço leve no peso e na consciência.