22 de dez de 2013

Até o ano que vem!



      A intenção deste texto, a princípio, era desejar aos amigos um Feliz Natal. No entanto, essas duas palavras, por esses dias, ficaram martelando o meu pensamento, tão fácil dizê-las aleatoriamente e tão difícil colocá-las em prática, afinal essa data não vem recheada de alegria para todos, fazer algo para que isso aconteça é sempre preciso.
      Doações, visitas e outras atitudes são dignas, mas penso que o nosso jeito de viver, o cuidado com o falar, o respeito no dia a dia são tão importantes quanto.
     Que o Natal e o Ano Novo sejam de consciência tranquila, um espírito solidário tenhamos todos os dias.





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19 de dez de 2013

Cataratas do Iguaçu

                                                          Foto: Néia Lambert


Depois de quase 30 anos foi muito bom voltar nesse lugar,
um show que a natureza proporciona no meu Estado, Paraná.



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14 de dez de 2013







Dentre as coisas que não posso explicar, apenas intuir
está o gosto em perder o olhar, demoradamente,
nas encantadoras ilustrações dos contos de fadas.
Será que eu não cresci?
Ou somente nelas encontro um lugar
onde tudo pode ter um final feliz?









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10 de dez de 2013

Irritante


Amo ser chamada de querida,
menos pela vendedora que mal me conhece,
porém insiste em repetir, irritantemente, o tal adjetivo
a cada três palavras ditas.





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6 de dez de 2013

Comovente






Tem sempre algo de comovente
no semblante de quem,
com o coração, reza.






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3 de dez de 2013

O canto da cigarra



Hoje, às nove horas e quarenta e sete minutos,
ouvi pela primeira vez neste fim de ano
uma cigarra emitindo seu canto estridente.
Vem anunciando, certamente, a nova fase que na sua vida vai começando
e quem sabe, um convite a quem quiser ou precisar
ir nesse embalo também.






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28 de nov de 2013

O meu sustento


Ainda bem que eu tenho fé,
ela me sustenta sempre!



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25 de nov de 2013

Reformas


           Há quinze dias a casa onde moro está passando por reformas, optei por não me mudar, preferi suportar a bagunça, ir acomodando as coisas num cômodo, depois noutro e conforme a obra ia caminhando fui testando minha capacidade em lidar com a desordem. Coincidentemente outras tantas coisas na vida precisavam de organização urgente, colocadas em lugares onde não incomodassem ou descartadas definitivamente. Aproveitei o ensejo e fui procurando um cantinho onde pudesse guardar sentimentos, pessoas, esperanças, o restante que não era bom, mas ocupava espaço, despejei junto aos entulhos a serem levados para bem longe. Nessas horas o desapego é condição essencial para que o ambiente físico e espiritual se renove completamente. Agora, quase ao final desse período conturbado, posso dizer que valeu a pena o sacrifício, é muito bom ver tudo arrumado




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22 de nov de 2013

Alegria





Quem traz em si a alegria
sempre encontra um jeito
de colorir o dia.




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19 de nov de 2013

Educadamente


Cada dia gosto mais
de gente,
educadamente, simples.



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15 de nov de 2013

Soltar das mãos




          Falando com uma amiga sobre a necessidade de criarmos os filhos de forma que eles cresçam sabendo cuidar de si mesmos, contei-lhe que minha amada mãe costumava mostrar à sua vasta prole que não a teríamos para sempre, isso de forma natural a fim de não aterrorizar ninguém. Enquanto criança é inadmissível pensar que se pode ficar órfão, nessa fase, há uma crença inabalável que mãe é um ser que não morre nunca!
            O fato é que ela não usava nenhum método educativo, muito menos ameaças disso ou daquilo, o seu jeito de nos preparar para a vida foi permitir que vivêssemos, desde muito novos, experiências simples, ajudando-nos a crescer e amadurecer de forma espontânea e segura.
            Assim, aos onze anos de idade, fui autorizada para fazer sozinha uma pequena viagem até a casa de uma irmã. Algo tão simples que, além de estimular um sentido de independência pessoal, também eliminou alguns temores bobos que eu trazia e acima de tudo, ajudou-me a vencer uma cruel e limitante timidez. É bom que eu diga que isso foi num tempo em que a violência não imperava e nas ruas a tranquilidade ainda existia.
Apesar de desejar demais essa singela aventura, sentia os músculos do estômago em contrações ao pensar na minha chegada sem companhia numa cidade que era, infinitamente, maior que a minha. Celular, para qualquer emergência, ninguém imaginava que fosse inventado um dia e até telefone fixo, um luxo para a época, em minha casa não havia.
No dia marcado acordei com o rosto rígido de ansiedade, ao redor dos olhos a marca da noite insone, o medo que minha mãe voltasse atrás em nosso combinado me corroia por dentro. No entanto, assim que a vi na cozinha preparando, caprichosamente, o doce preferido de minha irmã, tranquilizei-me, tive a certeza que sua palavra permanecia em pé.
Em posse de uma pequena bagagem, despedi-me sentindo no seu olhar preocupado o quanto estava sendo difícil deixar a sua menina sair sozinha assim. Então abriu minha mão e nela colocou um rosário - o mesmo com o qual a vi tantas vezes rezar, certamente, por cada um dos filhos - e de um jeito doce me disse: - Vai com Deus minha filha!
No horário previsto cheguei então ao meu destino, sã e salva! Hoje penso que a confiança por ela depositada em mim, a sua fé que me fez sentir protegida, o desejo que um dia, na sua ausência, eu soubesse me virar sozinha, com certeza, fez desse dia o primeiro do resto da minha vida.
Muitos anos depois, vi-me do outro lado da moeda, dessa vez quem embarcava sozinho para uma viagem era meu filho, ainda um garoto. Trouxe à mente, imediatamente, a expressão da minha mãe ao me colocar dentro do ônibus há mais de trinta anos.  Imitei-a disfarçando também a apreensão do meu coração, não queria ofuscar o brilho que dos olhos do meu pequeno saía, muito menos atingir o seu espírito autoconfiante, uma característica tão importante que o fez independente, muito precocemente, para minha alegria.
Senti assim, na pele, o que um dia minha mãe, em silêncio, havia vivido e aprendi que não é tarefa fácil soltar a mão de um filho, porém deixá-lo que saia debaixo das asas e caminhe sozinho, para o bem dele, é sempre preciso!
  





13 de nov de 2013

À deriva





Quando uma dor, insistente e profunda,
ficar por dias seguidos cavando um vazio,
então o seu coração, como um frágil barquinho de papel
estará inteiramente à deriva nas águas da vida.









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10 de nov de 2013

Felicidade


Felicidade, acima de tudo, tem que ser
uma mescla de paz e segurança,
tal qual uma linda e calma paisagem onde o único barulho
é o do vento leve e morno batendo no rosto.




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7 de nov de 2013

Despertar



Nem sei há quanto tempo
que, no princípio da aurora,
ele insiste em me despertar.
De alguma árvore ou gaiola
sem guitarra ou viola,
canta para alegre eu levantar.
De olhos meio abertos,
espreguiço, agradeço e digo:
Bom dia sabiá!







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4 de nov de 2013

Pedido



Hoje preciso fazer a Deus um pedido:
eu quero o privilégio de ter um amigo,
de preferência raro, do tipo que não exija palavras,
nem faça acusações por coisas não realizadas,
mas que seja sensível o suficiente
para entender no meu olhar ou no meu silêncio
tudo o que acontece aqui dentro de mim.






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31 de out de 2013

Manhã tranquila




A harmonia e a suavidade das cores
ordenam os pensamentos,
acalmam os sentimentos,
deixam a manhã tranquila.






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28 de out de 2013

Pesar



A dor do pesar atordoa por um tempo,
até que o coração, aos poucos,
vai colocando a emoção num cantinho apropriado,
porém nunca mais no seu devido lugar.




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25 de out de 2013

Discretos


As relações humanas seriam menos conflituosas
se fôssemos discretos como os lampiões de rua.
Apesar da visão ampla e iluminada,
observam, silenciosamente,
a vida de quem passa.





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22 de out de 2013

Fotos





Com o pensamento voltado para as coisas e pessoas, realmente, portadoras de significado, vez ou outra, é agradável buscar algumas fotos de papel hoje em dia, infelizmente, em desuso. O breve ritual consiste em deixar correr, suavemente, as pontas dos dedos sobre as imagens de forma a sentir até os traços das pessoas amadas. Depois de olhar incansavelmente, jamais devolvê-las ao álbum sem deixar uma leve marca de um beijo prolongado. Por fim, mantê-las por alguns segundos bem juntinho do peito, perder-se num suspiro profundo e tentar não morrer de saudade.







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18 de out de 2013

Música



Embora os dias passem, ainda resta na mente uma melodia
que, à primeira nota, faz lembrar com muita saudade
de uma linda história de amor.






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14 de out de 2013

Leveza




Palavras, ditas ou ouvidas, ancoram na memória.
As leves, como pássaros que planam,
acalmam o espírito.




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11 de out de 2013

Dia das crianças

                                       

A infância é a única fase da vida
em que o olhar consegue estampar,
genuinamente, todo o amor do mundo.




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6 de out de 2013

Uma questão de hábito




O sentimento mais inutilmente vivido
é o da compaixão por si mesmo.
Nos momentos difíceis a estratégia
é fazer da oração um amparo,
do sorriso um hábito e seguir em frente.



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2 de out de 2013

Abrigo


Existem pessoas que têm o mesmo dom das árvores frondosas,
naturalmente,  apresentam-se como agradáveis abrigos.



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28 de set de 2013

Chuva no telhado




O sono, num ritmo cadenciado,
chega tranquilo
em noite de chuva no telhado.



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25 de set de 2013

Frio de novo!


Quem diria, no Sul, 
o frio anda de caso com a primavera!


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22 de set de 2013

Nova estação




Às flores, que sozinhas não fazem a primavera,
juntam-se um olhar  atento,
um olfato sensível aos aromas da estação
e acima de tudo,
um espírito renovado para vivenciar o momento.



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19 de set de 2013

Novos horizontes


Novos horizontes dão amplitude aos sonhos
e ânimo à mudança de vida.



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14 de set de 2013

Camomila



Quando a calma não vem da alma,
um bom sabor e um suave odor
podem trazê-la enfim.



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9 de set de 2013

Dica da semana



Estimular o raciocínio,
usar os neurônios positivamente.


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4 de set de 2013

Deus é assim



Um perfume incapaz de agredir o olfato,
uma luz que mostra o caminho sem ofuscar a visão,
a voz que soa, agradavelmente, em forma de canção,
o abraço acolhedor nos momentos de dor,
a gota de orvalho que, a alguns olhos, não passa de um mero detalhe,
mas faz toda a diferença na beleza de uma flor.




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2 de set de 2013

Vazio



Uma sensação de segurança, aconchego, paz
é o que transmite o seu rosto enternecido
e os seus lindos olhos claros que variam
entre o azul e o verde, como as águas do mar.
É confortante a sua calma diante da fragilidade aos 92 anos de idade.
Papai você nem imagina, no silêncio em que vives as tuas limitações,
dá-nos exemplo de vida todos os dias,
obrigada “meu querido, meu velho, meu amigo”.
Os filhos, netos, bisnetos, genros e noras te amam muito!

(Essa foi a minha singela homenagem ao meu pai no dia 12/08/2013. Deus permitiu que ele ficasse ainda conosco por mais 19 dias, agora é viver a dor da saudade, das muitas lembranças boas, do seu lindo exemplo de vida).


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23 de ago de 2013





Quando é grande a saudade da chuva,
até as imagens exalam o cheiro bom de terra molhada.



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20 de ago de 2013

Léguas


Embora adepta às caminhadas,
sou capaz de correr léguas,
principalmente, de gente negativa.


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17 de ago de 2013

Vento




Em agosto o vento chega rebolando em forma de redemoinho,
agitando as cabeleiras, espalhando folhas no caminho,

em setembro que volte, enfim, bem quieto e tímido.


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13 de ago de 2013

Brandura


Cumplicidade nas travessuras e brandura no ar,
que mais precisamos na vida?

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11 de ago de 2013

Dia dos Pais




Uma sensação de segurança, aconchego, paz
é o que transmite o seu rosto enternecido
e os seus lindos olhos claros que variam
entre o azul e o verde, como as águas do mar.
É confortante a sua calma diante da fragilidade aos 92 anos de idade.
Papai você nem imagina, no silêncio em que vives as tuas limitações,
dá-nos exemplo de vida todos os dias,
obrigada “meu querido, meu velho, meu amigo”.
Os filhos, netos, bisnetos, genros e noras te amam muito!

Feliz Dia dos Pais!

(A foto é da Páscoa em família, mas ainda hoje estaremos juntos).

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6 de ago de 2013

Chuvisco




Com o olhar perdido no horizonte,
esqueço os perigos, os medos contidos,
sinto apenas a chuva fina chegar.



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31 de jul de 2013

Em cores delicadas


Entre um número incontável de cores,
a natureza expressa, nos tons delicados,
toda a sua calma.




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27 de jul de 2013

Paz



Não me apraz o início do dia tumultuado e barulhento das metrópoles,
rendo-me ao inexcedível prazer das manhãs silenciosas,
ao ar puro e aos sons alentadores das cidades do interior.




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22 de jul de 2013

Geada


Que o frio intenso
alcance apenas as paisagens,
jamais os labirintos da alma,
chegar às novas estações é preciso.



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19 de jul de 2013




Coisas que não minam a energia:
-  olhar sereno;
-  amizade sem falsidade;
-  vaidade isenta de vulgaridade;
-  música suave;
-  amor, infinitamente, cuidado.




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14 de jul de 2013

Desapego




Do desapego:

“Um dia nos separaremos de todas as coisas”.




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10 de jul de 2013

Sossego





Uma bela paisagem somente trará, aos olhos, um sossego imediato
se a paz, antecipadamente,  fizer morada no coração.




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6 de jul de 2013

Família




Ainda acredito em momentos bem vividos!


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4 de jul de 2013

Acasos




Penso nas muitas possibilidades
de que tudo na vida seria predeterminado,
num gesto de negativa, interrompo meu devaneio,
não abro mão da adrenalina dos acasos.


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29 de jun de 2013

Horizonte






O melhor do horizonte
é poder perder os olhos nele, desmesuradamente,
sem nenhum constrangimento.





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25 de jun de 2013

Alguém cuida de mim








Meu anjo da guarda é atencioso, discreto e apesar das minhas teimosias não briga comigo, ao contrário, vive me tomando pela mão e, numa voz calma que só ele tem, 
vai logo dizendo: - Por aí não!
Que não lhe falte paciência e continue, sempre que possível,
indicando-me o rumo certo.




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21 de jun de 2013

Nova estação





O inverno chegou, oficialmente,
a roupa da hora é
o novo Brasil!



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17 de jun de 2013

Boas companhias




Boas companhias lembram
o inigualável conforto dos sapatos velhos,
embora um dia inteiro juntos
são incapazes de cansar, ferir ou pesar!




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