13 de abr de 2016

Folhas ao vento





Somente na vulnerabilidade da doença,
quando a fragilidade vem acompanhada pela opressão da finitude,
percebe-se então o quanto a vida imita, inevitavelmente, a natureza.
Enquanto folhas verdes a aparência é de pura energia,
todos os movimentos dão vigor à vida.
Uma vez secas, no chão, jazem silenciosas e abatidas,
já outras não se abatem com o fim,
e com a leveza do dever cumprido,
sabiamente, deixam-se levar ao sabor do vento.

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3 comentários:

jair machado rodrigues disse...

Tuas belas palavras chegam a mim com o sabor do vento, com a leveza que a vida deve ser vivida, mas que nem sempre é possível...querida Néia, acho que somos feitos com um dispositivo que só nos alertará na iminência do fim de nossa vida aqui neste planeta, alguns, mais evoluídos conseguem durante a jornada de sua vida...(quase divaguei rs). A imagem de folhas ao vento, acho arrebatadora, sempre gostei, mas nas tuas palavras tomaram uma dimensão mais, séria, mais profunda e verdadeira. Muito boa e vivificante minha passagem hoje por aqui querida amiga Néia. Carinho respeito e abraço.

Maria Célia disse...

Oi Néia
Sempre nos brindando com belas palavras, com citações sábias.
Beijo.

pensandoemfamilia disse...

Linda forma de descrever o momento derradeiro. Bjs